Sábado, 21 de Junho de 2008

Aos admiradores

Obrigado pelas vossas mensagens. Obrigado pelos vossos elogios e incentivos. Tenho este querido blogue só para suscitar a curiosidade, o fascínio e o estímulo pelo acto de fumar, como uma das mais deslumbrantes luxúrias... partilhar a minha mente libidinosa que atrai, passa a passa, uma brasa que me devora o cigarro oferecendo-me sucessivas nuvens densas de fumo que escondo fundo em mim para depois libertá-las em sinal de prazer, sedução e cumplicidade, ou, se o cenário for "outro", de provocação a uma praga antitabagista sem tesão por uma outra dimensão da vida.

Só de escrever assim, já estou ansiosa por mais, e mais, uma passa neste cigarro que me transforma o rosto em concavidades gémeas, duas sombras da minha vulnerabilidade a este veneno magnífico.

Perdoem-me não editar com mais frequência mas sou uma escritora, ora preguiçosa, ora sem tempo, ora sem assunto...
Fico a fumar sem escrever mas quando escrevo, fumo.

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Caracas

Se não houvesse esta lei imbecil do tabaco
o nosso "Primeiro" tinha fumado sem problemas no seu voo para Caracas,
não faria figuras tristes de pedir desculpa nem de prometer que iria deixar de fumar,
a imprensa tinha mais com que se preocupar,
o País concentrava-se nos seus problemas mais prementes
e os Portugueses viviam mais felizes.

Domingo, 6 de Abril de 2008

Solve Sundsbo


Na Wallpaper de Março vem uma breve a anunciar uma exposição de fotografia de Solve Sundsbo, reputado fotógrafo de moda Norueguês radicado em Londres, de onde destaco esta foto sublime de Karen Elson. Como uma imagem vale mil palavras deste meu blogue. "Sinto-me sexy quando fumo" e há fotógrafos, mentes superiores, que o sabem...

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

W I D E S

Não sou nada entusiasta dos cigarros ditos femininos: slims, 100´s, light, mentol, etc. Para mim, gosto de um cigarro "à homem", intenso, forte... ou se fuma algo a sério ou então não vale a pena fumar de todo. Por outro lado a minha feminilidade delicada contrasta tão bem com os cigarros "à homem". Se não me arranhassem tanto a garganta, fumava só cigarros sem filtro.

Mas agora que descobri os Marlboro Wides, não quero outros. São plenos e intensos de sabor, proporcionam-me o verdadeiro prazer de fumar. Até a sua caixa prateada é cheia de estilo, a mais linda do mercado! Como o seu nome indica, são mais largos do que um cigarro convencional, "ficam a matar" nos meus lábios pecaminosos...

...nem sempre o comprimento é tudo, a largura também conta... ;-)

let´s go wides!

(não queria fazer publicidade a marcas no meu blogue mas não resisti...)

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Andamos por aí...


Eis-nos em 2008 e com ele a nova lei do tabaco.
Mas não se esqueçam: restaurante, bar ou discoteca sem se poder fumar ESTÁ FORA DO MEU CIRCUITO!
Apesar de sermos um país de brandos costumes, espero que muitos fumadores não se conformem e forcem a que uma boa parte da restauração se converta à opção de se poder fumar caso queira fazer negócio.

Assim, desejo um bom ano de boicote aos estabelecimentos sem fumo!
Usemos as possibilidades que ainda nos restam!

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

“Deixa o Fumo. Mantém a chama”






Os publicitários têm a arte de transformar a tragédia em esplendor. Faz-me lembrar o filme "Cidade de Deus" do realizador brasileiro Fernando Meirelles (ex-publicitário, claro está) que retrata a violência extrema nas favelas brasileiras de forma acutilante e simultaneamente muito atraente. Como eu acho que o cinema não deve ter necessariamente uma função didáctica ou moralista, passo ao lado das boas intenções do Fernando Meirelles, e retiro-lhe apenas, para meu deleite, toda aquela violência transformada em arte. Desculpa Fernando, mas se no "Cidade de Deus" querias ser mais politica e socialmente interventivo na tua causa, devias ter sido muito mais puro e artisticamente despretensioso no retrato do drama humano. Por mim, ainda bem que não o foste. A ficção tem este encanto paradoxal.
O que me faz confusão, é usar-se num filme publicitário este mesmo princípio de embelezamento do drama quando o que se pretende é o contrário. É o caso da campanha do Nicotinell concebida para a farmacêutica Novartis. A primeira parte do filme aborda o "problema" de forma muito sexy e glamorosa com imagens a preto e branco próprias de um "film noir", uma modelo lindíssima repleta de pormenores luxuriantes como os ambientes, as poses, as volúpias de fumo, a brasa avermelhada contrastante da ponta do seu cigarro... Adoro especialmente a imagem da beldade no seu banho de imersão cheio de espuma numa pose de fumadora sedutora. Revejo-me nessa imagem porque volta e meia, acreditem, faço exactamente o mesmo. É do melhor! Agora pergunto: com estas imagens tão atraentes e inspiradoras, onde está retratado o "drama" para nos convencermos a deixar de fumar? Nesta parte do filme está tudo o que me inspira a continuar a fumar e nunca o contrário. No final a rapariga a andar de mota cheia de estilo é como uma sequência lógica do que fica para trás. Retirem-lhe o voz-off "deixa o fumo, mantém a chama" e digam-me se não tenho razão. Lá está. Muitas vezes os publicitários preocupam-se tanto em fazer as suas publicidades "de prémio" que acabam por passar ao lado do efeito pretendido, e até, causar o efeito oposto. Cá para mim, o criativo deste anúncio aproveitou esta oportunidade para explorar o seu fetiche por mulheres fumadoras e, ainda assim, conseguiu vendê-lo ao cliente como se se tratasse do argumento mais convincente para as pessoas largarem o fumo.
Eu se fosse cliente não o aprovava embora goste do filme.

"O ESTADO MATA"

Dizem os "fascistas verdes" que se as pessoas deixassem de fumar o Estado pouparia rios de dinheiro com despesas de saúde pública. Parece que se esquecem de um pequeno detalhe: o imposto sobre o tabaco corresponde, mais coisa menos coisa, a 80% do preço final de venda ao público. Agora imaginem a receita mega milionária que todos os dias enche os cofres do Estado à conta da classe fumadora... Agora sim, façam as contas!